“Retomada do trecho entre Corinto e o Porto de Aratu (BA) é essencial para o escoamento de cargas do Norte de Minas”, destaca Gil Pereira
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou nesta quinta-feira (09/04/26) o relatório final do projeto de prorrogação do contrato da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), operada pela VLI Logística.
“Ótima notícia! Minha luta pela reativação das linhas ferroviárias regionais é antiga e constante, por exemplo, através da apresentação de vários requerimentos (RQC 12.154/18, RQC 7.483/20, RQN 7.297/21 e RQC 9.850/21) na Comissão Extraordinária Pró-Ferrovias Mineiras, da Assembleia Legislativa, encaminhados à ANTT, dentre outros órgãos do setor”, ressaltou Gil Pereira.
E completou: “Bandeira da minha atuação parlamentar, busco projetos estruturantes que verdadeiramente nos trarão desenvolvimento econômico e social. É através do progresso, do emprego e da renda que emanciparemos de vez a nossa gente. O trabalho sério continua, para que o Norte de Minas viaje sempre nos trilhos do desenvolvimento”, declarou ele.

Corredor Minas–Bahia
Destaca-se a importância social e econômica desta ligação ferroviária para os municípios norte-mineiros na rota até a Bahia: Corinto, Buenópolis, Joaquim Felício, Bocaiuva, Montes Claros, Capitão Enéas, Janaúba, Porteirinha, Mato Verde, Pai Pedro, Monte Azul e Espinosa.
O diretor-geral da ANTT, Guilherme Sampaio, relator do processo, informou que estão previstos mais de R$ 24 bilhões em investimentos, a serem realizados em especial na ampliação da capacidade da malha, que interliga Minas Gerais e outros seis estados, além do Distrito Federal. A proposta agora será encaminhada para avaliação do Tribunal de Contas da União (TCU) e ao Ministério dos Transportes.
O novo projeto mantém o corredor Minas-Bahia, com previsão de investimentos e revitalização deste trecho estratégico para a logística regional. A renovação antecipada da concessão da FCA prevê mais de 800 intervenções na malha ferroviária. A concessão original vencerá em agosto deste ano.
A VLI manterá 4,1 mil quilômetros da ferrovia no novo período contratual (30 anos), com devolução de 3,1 mil quilômetros, o que vai gerar indenização de R$ 4,2 bilhões a ser paga pela operadora.



