MINAS E ENERGIA: Gil Pereira cobra estudo sobre áreas em MG com potencial para hidrogênio verde (H2V)

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“Tecnologia inovadora viabilizará mais empregos, renda, investimentos em saúde, educação, infraestrutura e sustentabilidade”, destaca o parlamentar

Neste momento crítico em que o Brasil e o mundo debatem a crise climática e suas consequências para a humanidade, o deputado Gil Pereira, presidente da Comissão de Minas e Energia, da Assembleia Legislativa, alerta sobre a necessidade de transição imediata para a energia solar e outras renováveis, como o hidrogênio verde (H2V), parte fundamental da solução.

A queima de combustíveis fósseis (derivados de petróleo, gás e carvão), no transporte, na indústria e na produção de eletricidade, corresponde a cerca de 75% da emissão global de gases-estufa. “O planeta está sufocado e precisamos controlar a mudança climática, alterando já as matrizes elétrica e energética”, advertiu Gil Pereira.

“Somos líderes nacionais em geração de energia fotovoltaica, condição básica para produção do hidrogênio verde. E o Norte de Minas é o maior gerador de energia solar do Estado, dentre outras fontes renováveis, podendo tornar-se fornecedor mundial do combustível H2V – 100% limpo”, explicou Gil Pereira


Mapeamento

Com foco em ampliar e agilizar as ações em Minas Gerais, Gil Pereira apresentou no dia 21/05/25 o Requerimento de Comissão (RQC 14.245), solicitando ao Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais (Invest Minas) a realização de estudo técnico (mapeamento) sobre as áreas do Estado com maior potencial para implantação de projetos para produção do hidrogênio verde, considerando disponibilidade hídrica, infraestrutura logística e presença de fontes renováveis.

Hidrogênio verde (H2V) é produzido por eletrólise da água, utilizando energia limpa e renovável, sem emissões de CO2. Processo separa hidrogênio e oxigênio da água através de corrente elétrica, exigindo fontes como solar, hidráulica ou eólica.

Energia fotovoltaica

As leis criadas pelo parlamentar – aprovadas pela Assembleia Legislativa – e seu incansável trabalho de incentivo à energia solar e a outras fontes renováveis, posicionam agora Minas Gerais à frente na corrida tecnológica internacional para aproveitamento do hidrogênio verde (H2V), o versátil combustível do futuro.

“Esta fonte limpa apresentou salto, principalmente após aprovarmos em 2017 a minha Lei da Energia Solar, que isentou do ICMS a micro e minigeração (potência até 5 MW), a chamada geração distribuída (GD), em telhados e terrenos de residências, comércios, indústrias e propriedades rurais. Tínhamos, então, produção reduzida, até atingirmos em 2025 o marco atual de 4,92 GW”, declarou Gil Pereira.

Na geração centralizada (GC), referente às grandes usinas, o Estado atingiu potência de 7,36 GW, recorde de 12,29 GW, somando as duas modalidades para geração de eletricidade: “Isto corresponde a cerca de 21% de toda a energia solar produzida no país. Somos o Estado líder e referência nacional do setor”, ressaltou o parlamentar.

Hidrogênio verde


Por outro lado, a Lei 25.898, de 2024, sancionada pelo governador do Estado e publicada no Diário Oficial (27/07/24), que estabelece objetivos para a Política Estadual do Hidrogênio de Baixo Carbono e do Hidrogênio Verde, teve também sua origem no Projeto de Lei (PL) 3043/2021, de autoria de Gil Pereira.

Seu foco é estimular e regular o hidrogênio de baixo carbono e o hidrogênio verde como fonte de energia, como insumo na siderurgia, na indústria química, petroquímica, alimentícia e de fertilizantes, e, em breve, como combustível para ônibus, caminhões, carros, navios e aviões.

Baixo carbono

O hidrogênio de baixo carbono é aquele que pode ser obtido, também, por reforma-vapor do etanol (álcool combustível), até com emissão negativa de gases-estufa, considerando a captura de carbono na cadeia produtiva da cana-de-açúcar, dentre os mais fortes segmentos da economia mineira.

“A versatilidade do hidrogênio se mostra também no setor agrícola, com a fabricação dos fertilizantes ureia e amônia a partir dele. Somos um dos maiores produtores de alimentos do mundo. Porém, quase 90% dos fertilizantes nitrogenados e essenciais para a agricultura são importados, principalmente da Rússia e da China, onde são produzidos a partir de hidrogênio obtido por meio de carvão mineral e gás, formas altamente poluentes, com alta emissão de gases de efeito estufa”, destacou Gil Pereira.

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